Aposentadoria e salário mínimo podem ultrapassar R$ 1.300 em 2023

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O trabalhador brasileiro acabou ficando menos do que satisfeito com o novo salário mínimo recentemente emitido pelo governo. Essa insatisfação se deve em grande parte à alta inflação, e não parece que vai cair tão cedo.

Portanto, os novos valores, em última análise, não terão muito impacto no poder de compra dos brasileiros. Aliás, com esse crescimento, surge até um problema: o Imposto de Renda (IR).

À medida que os salários aumentam, mas não há atualização no formulário do IR, as pessoas que recebem os dois salários mínimos passam a pagar impostos. Como a tabela não é revisada há muitos anos, ela não leva em consideração o atual aumento da inflação. Isso é exatamente o que levou a esse mal que colocou muitos para dormir.

Em relação ao IR, sabemos que isso ainda pode mudar, mas só se o governo atualizar a tabela. Enquanto isso, os trabalhadores podem estar um pouco mais otimistas de que os salários mínimos e as aposentadorias possam aumentar diante desse reajuste.

O valor atual do salário mínimo é de R$ 1.212. Até agora, o valor previsto para o próximo ano é de 1.294 reais. Portanto, o reajuste é ligeiramente superior a 6%. Como resultado, o valor foi inferior às expectativas de inflação.

Isso porque a expectativa é que 2022 atinja 7,67%. Caso o salário mínimo fosse reajustado para atender a esse valor, o novo salário teria que ser alterado em 7,67%.

Mas não termina aí, pois a inflação continua subindo e pode surpreender a todos. O acumulado de 12 meses é considerado de 11,89%. Portanto, o salário mínimo deve ser maior.

Diante desses números, o salário mínimo deve ser de R$ 1.356,10, valor que está longe da realidade atual e de qualquer projeção realista.

Tudo isso vale também para os aposentados, que também seguem os valores do salário mínimo. Desta forma, espera-se que – aconteça o que acontecer – os salários acabem por ser inferiores à inflação.

O novo reajuste deve acontecer, um pequeno consolo para trabalhadores e aposentados, mas não impedirá os brasileiros de lutar contra a inflação por mais um ano.

Vale lembrar que o Brasil vive a pior inflação dos últimos 26 anos. Hoje, temos a quarta maior taxa de inflação do mundo, depois da Rússia (17,1%), Argentina (58%) e Turquia (73,5%).

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